Eu cantarolava essa música, por que ela era minha descrição.
"Quando a gente conversa ,Contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum, Deixando escapar segredosE eu não sei que hora dizer, Me dá um medo, que medo
É que eu preciso dizer que eu te amo"
Eu bebi muito naquele dia, me enfiei num ônibus rumo a barra, boba e feliz. Rindo a toa por que ia encontra-lo... Bobinha.
"E até o tempo passa arrastado, Só pra eu ficar do teu lado
Você me chora dores de outro amor, Se abre e acaba comigoE nessa novela eu não quero ser teu amigo"
Anos passaram, nada deu certo. Eu disse "Eu te amo" duas vezes. Uma entre prantos achando que era o fim e que morreria depois. E outra num abraço seguida de silencio.
"Eu já nem sei se eu tô misturando, Eu perco o sono
Lembrando em cada riso teu, Qualquer bandeiraFechando e abrindo a geladeira a noite inteira"
E hoje me pego no vazio olhando para trás; Querendo aquelas tardes de conversa. Não vendo mais nada em comum, e guardando todos os segredos. E eu ainda quero dizer que eu te amo...



0 comentários:
Postar um comentário